Câmara Municipal de Campina Grande, Paraíba
Perfil
Os integrantes das mais
diversas correntes político-partidárias
ao longo da História e no decorrer de todas as
Legislaturas nos trabalhos parlamentares da "Casa
de Félix Araújo" têm adotado
uma ação política condizente com
o poder político do povo do Município
de Campina Grande, bem representando a sociedade de
nossa terra.
Não há uma só obra de vulto administrativo
na cidade, nos distritos e na zona rural que não
tivesse ou que não tenha a participação
do Legislativo campinense nas discussões em busca
de soluções junto aos demais poderes constituídos
em prol do bem-estar comum.
Essas conquistas formam um verdadeiro conjunto das
atividades parlamentares do Poder Legislativo.
Tudo que diz respeito ao interesse público o
Plenário da Câmara Municipal de Campina
Grande tem sido palco na discussão e apoiamento
das causas sociais.
A HISTÓRIA
A emancipação político-administrativa
de Campina Grande data de 11 de outubro de 1864 e a
implantação de sua instituição
legislativa situa-se nesses limites da história
política do povo campinense, através de
ato impetrado por Lei Provincial nº 137.
Durante a fase do regime monárquico no país,
os organismos de Poder Legislativo nos municípios
denominavam-se de "Conselhos Municipais" e,
os representantes do povo junto a eles, eram chamados
de "conselheiros". Essa situação
perdurou por todo o período compreendido entre
o Império e a República Velha.
As Câmaras de Vereadores, a partir do surgimento
como entidade parlamentar representativa na área
das municipalidades, foram denominadas de Senado da
Câmara, Câmara Municipal e Conselho Municipal,
sucessivamente.
No período imperial, as instituições
legislativas dos municípios brasileiros, não
só funcionavam como órgãos consultivos
e indicadores de medidas administrativas junto à
Assembléia Provincial, como exerciam suas atividades
políticas com força de poder de decisão
no que se refere às questões de natureza
executiva.
INSTALAÇÃO
A Vila Nova da Rainha, hoje Campina Grande, ganhou
a Câmara Municipal quando o Brasil entrou no regime
constitucional, por força da Carta de Lei de
25 de março de 1824, assinada por Dom Pedro I,
cujas atribuições eram as de governo,
com poderes legislativo e executivo. Essas funções
foram ratificadas em 1º de outubro de 1827, pela
Lei Orgânica do Império.
Naquela época - como na atualidade - a Câmara
era formada por vereadores, sendo a presidência
exercida pelo mais votado. A eleição destes
era realizada entre os chamados "cidadãos
ativos", reunidos em assembléia na igreja
matriz.
A instalação e funcionamento da Câmara
Municipal de Campina Grande, à época,
chamada de "Senado da Câmara", foi em
defesa do estado de direito, quando Dom Pedro I dissolveu
a Assembléia Constituinte de 1824, contra a destituição
da Junta Provisória e a nomeação
de um governante sem aprovação do povo.
FORMAÇÃO
Nos seus primórdios eram constituídas
por 12 membros na capital, por nove nas cidades e por
sete nas vilas, eleitos pelo voto direto para um mandato
de quatro anos.
A chefia do Poder Executivo era exercida pelo Presidente
do Conselho Municipal respectivo. Em Campina Grande,
a instalação do primeiro Conselho ocorreu
em 7 de maio de 1893, tendo assumido sua presidência
e, conseqüentemente, a chefia do Poder Executivo
local José Honorato da Costa Agra.
DISSOLUÇÃO
A Proclamação da República, em
15 de novembro de 1889, permitiu que os conservadores
subissem ao poder e uma junta tomou posse do Governo
da Paraíba.
Em primeiro de fevereiro de 1890, o Decreto Estadual
número 7 dissolveu as Câmaras Municipais,
criando em todos os municípios da Paraíba
os Conselhos de Intendência, também com
funções legislativas e executivas, em
substituição àquelas. Estes Conselhos
eram compostos de três membros titulares e dois
suplentes.
Eles vigoraram por dois anos, quando foram substituídos
pelos Conselhos Municipais em 17 de dezembro de 1892,
pela Lei Estadual nº 9, que também reorganizou
os municípios.
SEDES
Da fase do regime imperial, ao republicano - República
Velha-, o Conselho Municipal de Campina Grande funcionou
no Paço Municipal, ao lado da Igreja Catedral,
onde também se localizava o Tribunal do Júri.
O prédio foi inaugurado em 02 de dezembro de
1879. O local serviu de Fórum e sede do Legislativo.
No prédio aconteceram a última sessão
da Câmara Municipal do Império e a primeira
da República.
O Paço Municipal foi demolido em 1942.
NO MUSEU HISTÓRICO
O prédio do Museu Histórico, situado
na avenida Floriano Peixoto, teve a sua construção
iniciada em 1812, e inaugurada em 1814.
A parte térrea serviu como cadeia e no primeiro
andar funcionou a Casa da Câmara, durante 60 anos.
O Frei Caneca esteve preso no referido prédio.
Atualmente, abriga o Museu Histórico.
Com a redemocratização e promulgação
da Constituição de 1946, a instituição
parlamentar municipal passou a denominar-se Câmara
Municipal.
A partir de então teve várias sedes para
suas reuniões, começando pelo 2º
andar do prédio da Recebedoria de Rendas, passando
pelo 1º andar onde funcionou a "Droga Nova",
indo posteriormente para o 1º andar do Posto de
Saúde "Francisco Pinto" ocupando o
2º andar do hoje Edifício "Anézio
Leão", na Maciel Pinheiro, 89, centro.
Hoje, ocupa todo o prédio, além do 2º
andar do prédio da Associação Comercial,
no anexo "Orlando Almeida".
O prédio, no momento ocupado pela Casa, através
da Resolução nº 66, de 8 de setembro
de 1959, denominado de Edifício "Anézio
Leão", foi construído em 1942, na
administração do então prefeito
Vergniaud Wanderley, para servir à Prefeitura
Municipal.
REPRESENTANTES
A Câmara Municipal de Campina Grande, na Primeira
Legislatura, era de maioria parlamentar de representantes
da zona rural ou distrital deste município e
coube ao próprio processo político-administrativo,
gradativamente, mudar essa fisionomia ruralista, chegando
na 9ª Legislatura a contar com dois vereadores
advindos do Partido Comunista, e um terceiro em igual
situação política-ideológica
a ser o primeiro suplente.
A presença feminina no Parlamento deu-se através
da senhora Maria Dulce Barbosa, a primeira vereadora
do Estado.
A denominação de Casa de "Félix
Araújo" decorreu da aprovação
da Resolução nº 66/59, de oito de
setembro de 1959, do então vereador Noaldo Moreira
Dantas, representando uma homenagem ao vereador Félix
Araújo, mártir da causa pública,
que passou a ser o Patrono deste Legislativo.
QUADROS
A entidade contribuiu e contribui decisivamente para
a formação de quadros para a vida pública
nacional, revelando líderes para a atividade
política com projeção e singular
desempenho nos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário
em odo o país.
Em suas várias esferas, tem oferecido a sua
participação no processo de reformulação
democrática da cidade e da Nação,
através de personalidades que fizeram e fazem
a atividade politica-partidária o instrumento
maior em defesa dos reais interesses do povo campinense
em conquistas históricas e memoráveis.
DEBATES
A atuação dos representantes do povo
de Campina Grande sempre foi eficiente e destacada.
Os primeiros questionamentos do grave e secular problema
da seca tiveram suas discussões iniciais na Tribuna
da Câmara Municipal, e como resultado prático
a construção dos açudes "Velho",
"Novo", "Bodocongó", "Epitácio
Pessoa" e a barragem de Acauã.
As discussões sobre a necessidade da obra de
prolongamento da estrada de ferro até esta cidade,
uma iniciativa que ontribuiu decisivamente para o progresso
desta terra, tiveram o seu início no século
passado, quando em 1884, o vereador-presidente Sinfrônio
Rodrigues de Luna, apresentou requerimento a respeito
do assunto, aprovado por unanimidade.
A Proclamação da República, no
município, nasceu de movimento cívico
comandado pelo vereador-presidente João da Silva
Pimentel.
Nos tempos atuais, todas as conquistas coletivas do
povo, têm na Casa de "Félix Araújo"
seu principal centro de discussão e irradiação.
HIATO
Existem dois "buracos negros" no que se refere
à história do Poder Legislativo de Campina
Grande. O primeiro ocorrido na revolta conhecida por
"Quebra-Quilos" e, o segundo, quando do "Estado
Novo" fatos que causaram grandes rejuízos
ao arquivo da Câmara de Vereadores.
Os documentos queimados no primeiro movimento representavam
a história legislativa municipal de 1824 a 1874
e o segundo de 1875 a 1937, respectivamente.
Na implantação do "Estado Novo",
aconteceu que as autoridades apreenderam todos os documentos
existentes no arquivo da Câmara, levando-os e
nunca mais os devolvendo, e deixou, praticamente, a
Câmara Municipal sem grande parte do seu acervo
durante o Período Imperial e maior parte da fase
republicana.
MODERNIZAÇÃO
O Poder Legislativo ao longo da história tem
se modernizado em sua infra-estrutura funcional para
tornar mais efetiva as suas ações em prol
da concretização da sua missão
de representar o povo campinense.
As reformas introduzidas nas instalações
físicas têm sido realizadas ao longo do
tempo, obedecendo a critérios de reaproveitamento
das áreas disponíveis de forma a possibilitar
uma resposta aos investimentos financeiros, ao desempenho
dos recursos humanos e a funcionalidade dos diversos
setores da Casa.
Respeita-se a origem histórica do prédio
e suas características arquitetônicas,
e, acima de tudo, beneficiando e atendendo aos anseios
populares, sua missão primordial e indiscutível.
INFORMATIZAÇÃO
A Instituição dispõe de computadores
em todos os gabinetes dos vereadores e nos demais setores.
Com essa visão de futuro, a Câmara está
interligada à internet e a Interlegis, podendo
sua página ser visitada por internautas no mundo
inteiro, através do site www.camaracg.com.br.
|